Travessia da Serra Fina – Testando a UV.action no Trekking mais difícil do Brasil

 

Travessia da Serra Fina – Testando a UV.action no Trekking mais difícil do Brasil
Escrito por: Igor Santos

 

travessia da serra fina
Crista da Serra Fina

 

A Viagem – Resumo, equipamentos, alimentação, dicas, etc

A travessia da Serra Fina, o Trekking  tem como uma de suas características a pouca oferta de água durante o percurso, então é normal você reabastecer sempre com 5 L em média. Isto posto, sabíamos que deveríamos levar uma mochila leve, mas sem descuidar ou ignorar nenhum equipamento de segurança e proteção contra o fio ou intempéries. Seguimos algumas filosofias do “Lightweight Trekking” e conseguimos fechar as mochilas com cerca de 11,5 kg (sem a água).

Aqui você pode baixar um resumo do peso da minha mochila.

Bem, saímos do Recife as 6:00 am do dia 29/08/17 em um voo da Gol. Chegamos em Guarulhos às 9:30, onde o Taxista Amaury estava nos aguardando para nos levar até Passa Quatro. Se fossemos de ônibus seria um pouco mais barato, porém não tínhamos tempo suficiente no cronograma da Viagem, pois nossa ideia era começar a caminhar por volta das 14:30.

Chegamos a Passa Quatro às 12:40, almoçamos em uma churrascaria na beira da estrada. Fizemos um almoço farto e tomamos muito líquido para reforça a hidratação. Ainda levamos uma garrafa de água de 1,5 litro para ir bebendo no carro no percurso até o início da Trilha. Nosso resgate ( Patrícia 35- 99133-7585 / https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts ) nos pegou as 13:40 e seguimos para o início da Trilha.

 

Dia 1 – Do ponto de Partida antes da Toca do Lobo até o acampamento anterior ao Capim Amarelo.

Ficamos no final da estrada, a cerca de 20 minutos da Toca do Lobo. Começamos o Trekking rumo a Travessia da Serra Fina as 14:40, apenas 10 minutos depois do previsto, e fizemos o caminho até o Capim Amarelo em 3:40h. Fizemos algumas pequenas paradas a cada 1 hora para lanchar ou tomar um carb up. Em cerca de 1:30h estávamos cruzando a crista da Serra onde as fotos mais famosas da trilha são tiradas, e de onde provavelmente vem o nome da Travessia: Serra Fina. O tempo ajudou, o céu estava lindo e o vento confortável. Seguimos subindo com o Sol se pondo a nossa esquerda , nos sentindo agraciados com aquele espetáculo de tanta beleza. O que nos chamou atenção foi a rapidez com que a temperatura despencou após o sol se por. A temperatura estava na casa dos 18ºC, e em questão de minutos caiu para cerca de 12ºC.

Acampamos no último local antes do Cume, pois já estávamos caminhando há cerca de 1 hora com a luz das Headlamps e resolvemos não arriscar o último trecho á noite, pois sabíamos que haviam alguns trechos mais técnicos e expostos de escalaminhada. Paramos as 18:30. Montamos acampamento, jantamos, ligamos para casa( A Vivo pegou bem lá) e fomos dormir. A noite dentro da Barraca a temperatura chegou a 6ºC

travessia da serra fina Homem com Mochila nas Costas atravessando a Serra FinaFilipe curte o visual antes de atravessar a Crista da Serra Fina
Filipe curte o visual antes de atravessar a Crista da Serra Fina

Resumo do Dia 1 – 29/08/17

Distância: 7,5 km

Tempo de Caminhada: 3:50 h

Dia 2 – Do acampamento anterior ao Capim Amarelo até o Cume da Pedra da Mina

Acordamos as 5:30 am, desmontamos o acampamento, apreciamos o nascer do sol, comemos e iniciamos o segundo dia da Travessia da Serra Fina as 8:20. Em 20 minutos chegamos ao cume do Capim Amarelo, assinamos o livro do Cume, curtimos o visual e seguimos a trilha. Embora estivéssemos atentos as dicas dos relatos que lemos sobre pegar a trilha da esquerda, erramos e pegamos a trilha errada que desce de forma íngreme levando a lugar nenhum. Percebemos o erro e retornamos, achamos a trilha correta e seguimos o rumo descendo. Embora o Dia 1 (Subida para o Capim Amarelo) tenha a fama de ser o mais difícil, achamos o trajeto do Capim Amarelo a Pedra da Mina mais puxado, foi muito sobe e desce. Muito sobe e muito desce mesmo. Neste dia o sol castigou muito, fiquei bem feliz em estar usando a Blusa com Proteção Solar e o Chapéu Legionário. Paramos para almoçar um pouco antes do cume do XJ (diz assim no mapa) e seguimos o rumo.

O ponto de água conhecido como cachoeira vermelha fica realmente na Base da Pedra da Mina, chegamos nele depois de cerca de 6h de caminhada. Tomamos o resto da água que existia nas garrafas e reabastecemos com 3 Litros cada. A Subida para a Pedra da Mina é bem puxada, levamos cerca de 2 horas para chegar ao Cume. Neste momento já sentíamos o cansaço acumulado da longa caminhada, e para nós que saímos do Recife (Nível do Mar), sentíamos também o efeito do ar rarefeito, o que deixava a respiração um pouco mais ofegante. Após 8:40 h de percurso, chegamos ao cume da Pedra da Mina. Ô lugar lindo! Que Astral! Que Vibe!!!

Montamos o acampamento rapidamente, assinamos o livro do cume e paramos para curtir o Pôr do Sol. Em seguida organizamos o jantar (rapidamente apareceram alguns ratinhos para tentar comer do nosso strogonoff), curtimos um pouco a visão do céu estrelado e fomos dormir mais cedo. Havíamos conversado sobre a possibilidade de acordar mais cedo no dia seguinte, e combinamos que se chegássemos no Pico dos 3 Estados até as 13h do dia seguinte, tentaríamos esticar e terminar a Travessia naquele mesmo dia caminhando até o começo da noite.

(Pessoal saltando no nascer do sol na Pedra da Mina)
Salto ao nascer do sol no cume da Pedra da Mina

Resumo do Dia 2 – 30/08/17

Distância: 7,7 km

Tempo de Caminhada: 8:40 h

Dia 3 – Do Cume da Pedra da Minha até o Sítio do Pierre

Coloquei o despertador para as 4 am. O termômetro marcada 3ºC e o vento era fraco. Após passar a preguiça, levantamos, desmontamos o acampamento e paramos para apreciar o Nascer do Sol. Muito lindo realmente. Vale muito a pena acampar no Cume da Pedra da Mina para apreciar aquele espetáculo da natureza. Tomamos nosso café da manhã e iniciamos o último dia do Trekking da Serra Fina ás 6:50 am, rumo ao vale do Ruah.

Os relatos são bem claros quando a dificuldade de navegação no Vale. Na descida na Mina o mato parece mais um pasto, porém ao chegar lá você se depara com um mato alto que tem mais de 2 metros de altura.

(Pessoas atravessando o Vale do Ruah)
O Mato chegava a ter mais de 2 metros de altura. Neste momento é fácil se perder na trilha.

O tempo estava aberto e fomos seguindo em direção ao “V” conforme explicado nos relatos. Achamos o Rio e seguimos a orientação de caminhar com ele a nossa esquerda. Em certo ponto existe uma pequena cachoeira e o rio forma uma espécie de Poço onde é possível tomar um banho gelado e gostoso. Porém paramos apenas para pegar água (5 Litros cada. Este é o último ponto de água) e seguimos em direção ao Cupim de Boi. Passamos por mais um Cume (não fala o nome no Mapa), descemos e iniciamos a subida para o Cupim de Boi.

Este trecho tem uma parte mais exposta a direita com um belo Visual de belos paredões rochosos. Passar ali com o vento forte deve ser um pouco assustador. Passamos pelo cume do Cupim e descemos até uma matinha na base dos 3 Estados onde paramos para almoçar e descansar um pouco. Recuperamos as energias e atacamos o Pico dos 3 Estados. O trajeto estava seco, e ficamos pensando como deve ser subir aquilo com o terreno molhado e escorregadio. A subida é bem puxada, a medida que subíamos as nuvens da montanha iam chegando e cobrindo o visual atrás de nós. O Cupim de Boi já estava todo encoberto. Passamos na hora certa, seguimos em frente com as nuvens chegando e encobrindo nosso percurso.

(homem com mochila olhando o horizonte na Serra Fina)
No Cume do Capim de Boi, observando o caminho até o Pico dos 3 Estados

 

Chegamos no cume dos 3 Estados as 13:30. Curtimos o cume um pouco, assinamos o livro e seguimos em direção ao Alto dos Ivos. A descida é íngreme e todo cuidado é pouco. Nesta hora eu lembrava constantemente do conselho do meu filho Henrique de 5 anos (“Papai, cuidado para não sofrer um acidente”). Nos momentos que eu esquecia um pouco disto, Filipe e Bruno estavam lá para nos lembrar disto. (rsrsrs).

Antes do Alto dos Ivos, vimos uma parede de rochas e o que parecia ser uma fita vermelha. Pensamos: “Não é possível que seja por ali, aquilo deve ser uma flor”. NÃO ERA! De longe assusta um pouco mas este paredão tem agarras bem generosas e com calma e cuidado é possível atravessar aquele ponto com bastante segurança.

(Homem escalando na Serra Fina)
Bruno se prepara para iniciar a escalaminhada enquanto Filipe já está quase no topo

 

Antes de iniciar a subida para o Alto dos Ivos o trajeto faz uma longa descida. Chegamos na base do pico e estávamos no gás para terminar naquele dia. Pensamos na Cerveja gelada que iríamos tomar naquela noite em Passa Quatro, e subimos voando o Alto dos Ivos. Chegamos lá por volta das 16:00h, curtimos o cume por uns 30 minutos, fizemos belas fotos e ligamos para o nosso resgate ( Patrícia – Adventure Transfer) e combinamos as 19h no sítio do Pierre. Ainda faltavam 3 hrs de caminhada. Iniciamos o trajeto de descida, mais uma vez atravessando as nuvens que passaram a nos acompanhar no período da tarde, e adentramos na mata.

Headlamps acesas e uma caminhada rápida e intensa, até que às 18:40, exatamente 12:00h após o início da nossa caminhada encontramos a Patrícia no Sítio do Pierre e encerramos a aventura. Fizemos o percurso em 2 dias e meio, o tempo ajudou. Valeu muito a pena ter feito a Travessia da Serra Fina! Dever cumprido! Hora de iniciar o planejamento para a Próxima Aventura.

Dia 3 – 31/08/17

Distância: 18 km

Tempo: 12:00 h

O que levamos:

Roupas/Equipamentos:

2 Camisas com Proteção Solar FPU 50+ UV.action (https://uvaction.com.br/)

1 Legging Emana UV.action

Boné Legionário UV.action

1 Calça Bermuda Tactel Poliamida

1 par de Luvas para usar durante a trilha

1 Par de Botas

1 Anorak

1 Calça Impermeável

2 Cuecas

Calça + Camisa Segunda Pele

Casaco Fleece (apenas a parte de Cima)

Gorro Fleece

Balaclava (Máscara Ninja)

Luvas de Fleece

Óculos Escuros

Capa de Chuva para Mochila

3 Garrafas de Água de 1,5 L + 1 Garrafa de 500 ml

Kit Higiene Pessoal(Escova de dente,desodorante,papel higiênico, lenço humidecido, Desidin,etc)

Mochila Cargueira 40 L

Cobertor de Emergência

Isolante Térmico

Saco de dormir -4C

Headlamp

Canivete

1 Bastão de Caminhada(servia também como bastão para Selfie)

GoPro + 2 Baterias Extras

Celular + PowerBank de 10.000 ma

Clorin

Protetor Solar + Protetor Labial

Bússula + Mapa (http://www.extremos.com.br/download/2015/0616_serra_fina/)

Apito

Barraca de Camping

Para Alimentação:

Fogareiro + Gás

1 Chaleira

1 colher

1 copo

1 tupperware com tampa (servia de prato)

Optamos por não cozinhar no café da manhã, com isto a gente ganhava tempo, e carregava menos peso pois não precisava trazer nenhum outro utensílio de cozinha como uma frigideira para Tapioca por exemplo.
No jantar, o próprio saco da Comida Liofilizada servia para esquentar/cozinhar a comida. Desta forma a Chaleira era suficiente para atender nossas necessidades.
Alimentação:
Fizemos um cardápio de aproximadamente 3.600 calorias por dia, tentando balancear Carboidrato/Proteína/Gordura.

Um dos critérios principais usados para escolher os alimentos foi do fator Calorias/Grama(Peso). Tentamos sair o mais leve possível então levamos em consideração quantas Calorias a alimentação oferecia por cada grama(g) carregada. Neste ponto a comida Liofilizada leva uma grande vantagem.

Cardápio:

Café da Manhã
Granola + Nesfit + Leite em Pó + Açaí Liofilizado

Banana + Maça Liofilizada

Suco em Pó

Almoço
Rap10(tipo tortilha) + Polenguinho + Salame Italiano + Suco em Pó

Jantar
Arroz/Purê/Strogonoff de Carne Liofilizado + Suco em Pó

Lanche durante a trilha

4 Carb Ups por Dia

1 Barra de Proteína

Abacaxi Liofilizado

Chips de Batata Doce Liofilizado

1 Chocolate

Aqui você pode baixar a planilha que fizemos com os pesos de cada item da alimentação e as quantidades de carboidratos, proteínas e gorduras

Durante toda a viagem usamos a Camisa manga Longa com Proteção UV FPU 50+ da UV.Action que bloqueia 98% dos Raios UVA e UVB. Além da Camisa UV, Bruno e Filipe usaram o Boné Basic da UV.action, e eu usei o Boné Legionário, e a Legging Emana também da UV.action.

Todos estes produtos foram fundamentais para o nosso sucesso pois a Camisa da UV.action é feita no fio de Poliamida, desta forma além de proteger contra 98% dos Raios ultravioletas, ainda apresenta as características de rápida absorção do suor e secagem rápida, e a propriedade de não reter odores desconfortáveis. Além disto, tem a característica de prover conforto térmico pois tem um toque macio e um pouco gelado.

Os Bonés também contribuíram com a proteção da Cabeça mas pudemos constatar que a melhor opção foi o Boné Legionário UV.Action pois ele tem a pala que protege a nuca, orelhas e a lateral da face. Este boné ainda tem a opção de remover a pala e se transformar em um boné normal, e também apresenta um botão na ponta da pala que permite que as pontas da pala sejam unidas, protegendo ainda mais a face.

Eu utilizei por baixo da Calça de Tactel a Legging Emana da UV.action. Este produto é espetacular, e na minha opinião é um “MUST HAVE” em uma aventura deste tipo pois a Legging Emana apresenta cristais no DNA no fio que emitem Raios Infravermelhos na pele, ativando a microcirculação sanguínea, melhorando a performance e propiciando uma recuperação muscular mais rápida. Além disto, ela ainda protege contra 98% dos Raios UVA e UVB. Utilizei a calça durante todo o percurso, e posso afirmar que a mesma contribuiu bastante para o meu desempenho. O Fio Emana utilizado pela UV.action é registrado na ANVISA, o que representa uma garantia a mais da sua eficácia.

Links Interessantes:

http://www.mochilandocomelas.com.br/2016/06/29/serra-fina-itinerario/

http://coconomato.com.br/serra-fina/

https://www.facebook.com/adventuretransfer/?fref=ts

http://ecoviagem.uol.com.br/blogs/ecofotos/boletins/travessia-serra-fina-6157.asp

http://www.seumochilao.com.br/travessia-da-serra-fina-um-trekking-de-gente-grande/

A Travessia da Serra Fina foi realizada por Igor Santos (EU  )(37 anos) , Bruno Guimarães(37 anos) e Filipe Cabral(36 anos). Somos todos do Recife, casados e com filhos pequenos (Igor – 2, Bruno -3, e Filipe – 1).

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